segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Estátua






















Cansei-me de tentar o teu segredo:
No teu olhar sem cor, - frio escapelo,
O meu olhar quebrei, a debatê-lo,
Como a onda na crista dum rochedo.


Segredo dessa alma e meu degredo
E minha obsessão! Para bebê-lo
Fui teu lábio oscular, num pesadelo,
Por noites de pavor, cheio de medo.


E o meu Ósculo ardente, alucinado,
Esfriou sobre mármore correcto
Desse entreaberto lábio gelado:


Desse lábio de mármore, discreto,
Severo como um túmulo fechado,
Sereno como um pélago quieto.


                                                              Camilo Pessanha

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009














Ao pôr do sol, pela tristeza
Da meia luz crespuscular
Tem a toada de uma prece
               A voz do mar.


Aumenta, alastra e desce pelas
Rampas dos morros, pouco a pouco,
O ermo de sombra, vago e oco,
Do céu sem sol e sem estrelas.


Toda se abranda a vaga hirsuta,
Toda se humilha, a murmurar...
Que pede ao céu que não a escuta
               A voz do mar.

                                                             V. Carvalho

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ArteLisboa na FIL

http://www.artelisboa.fil.pt/

A não perder.
Eu irei hoje sem dúvida!

Anoitecer

18/11/09

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Rio de Cimento











Quando caminho junto do rio, o que acontece muitas vezes, perco-me nos meus pensamentos, dúvidas, medos, arrependimentos. É ali naquele local, naquele ponto da terra que me sinto por inteiro. À beira daquele rio onde o meu olhar se perde tantas vezes. Onde se perdeu.
Parece feito de cimento, duro, frio, maciço, cruel. Igual a tantos outros rios. Mas este é o meu.